
O peixe é parente do humorísta Fernando Caruso, que é primo do primata Társio
Dando continuidade à abordagem darwinista informando as curiosidades do corpo humano e sua evolução durante milênios de história natural. Atualmente, devido aos avanços da ciência, apesar das controvérsias morais, é possível imaginar que certas estruturas, no interior do organismo humano, possam esconder obscuras heranças, resultados de processos adaptativos mais longínquos no passado do que, aquele situado pelo Australopithecus Afarensis, há 3,5 milhões de anos, ou do ágil homo ergaster, há 1,8 milhões.
Assim como a hérnia, citadas no artigo Que tal se parecer com um peixe?, o soluço revela duas origens da história humana: uma compartilhada com os peixes e a outra com os anfíbios. Vamos ao fato da primeira. Nós humanos herdamos dos peixes os principais nervos usados na respiração, não que seja exatamente semelhante, mas sua constituição e estrutura remetem a esse passado, pois o conjunto desses nervos, conhecido de nervos frênicos, começa no plexo cervical, localizado nas laterais internas do pescoço ligado aos nervos da espinha cervical ao crânio, estende-se ao tórax, ladeando o coração à esquerda e à direita, até chegar ao diafragma, onde fornece o processo de contração, chamado inervação; tem característica de controlar a respiração.
Tal percurso, uma vez que algo possa interromper o trajeto dos nervos frênicos, a respiração sofre interferência, ou seja, uma simplória irritação imite sinais para o cérebro, o qual, logo, provoca um espasmo de músculos na garganta e no peito, fazendo a epiglote fechar a traquéia, causando os soluços. O projétil do corpo humano herdou as estruturas perdidas ao longo da evolução, nesse aspecto, dos ancestrais aquáticos, se não fosse o caso, seria perfeito se o início dos nervos frênicos fosse em local mais próximo do diafragma e não do pescoço, evitaria o desagradável soluço tanto passageiro quanto de doenças que possam durar meses ou anos. Essa mesma estrutura de funcionamento se encontra nos peixes e outros animais aquáticos, as brânquias, por exemplo, estão mais próximas do pescoço e não do diafragma. Pode-se dizer que esse trajeto percorrido pelos nervos é oriundo de origem aquática.
A segunda origem remete o soluço em si, segundo o cientista Neil H. Shubin, remota a um passado comum com os anfíbios. Shubin afirma que o padrão característico dos músculos e nervos na produção do soluço ocorre naturalmente em outros seres, mas especificamente nos girinos, pois usam os pulmões e as brânquias para a respiração. Isso acontece porque precisam bombear a água para boca e garganta, e, com isso, passa a respirar pelas brânquias, porém, no momento que inspiram, imediatamente, a glote se fecha, impedindo que a água penetre nas vias respiratórias do pulmão, que por sua vez é usado na respiração terrestre. Significa dizer, os anfíbios respiram com as brânquias e tal funcionamento desse sistema se completa quando usam uma forma estendida de soluço, responsável à sobrevivência no habitat aquático.
A comparação da estrutura revela esse passado que se mostra tão presente, especialmente quando se sofre as dores e incômodos que o organismo humano causa, surpreendendo sempre a cada “falha”, muitas vezes não faz sentido algum, mas essas heranças apregoam peças que muito bem poderiam ser concertadas por alguma entidade: ao pensar que homo sapiens, ou melhor, o homem, é o projeto especial, separado e isolado de toda constituição de vida na terra? A evolução do projétil humano é tão complexa quanto do peixe, do girino, da cobra, do jacaré, da onça, dos primatas társio, lêmure, etc. Por exemplo, os ossos revestidos de cartilagem nos joelhos, na coluna vertebral e nos pulsos, também apareceram em criaturas aquáticas há milhões e milhões de anos atrás.
Os animais são tanto como os humanos. Por isso, a história natural desse processo evolucionário demonstra cada vez mais o homo sapiens resultado dessa variável e seletiva adaptação, ao longo de centenas de milhares de anos, e só foi possível graças ao rearranjo constante da mutabilidade das espécies. Darwin não matou “Deus” apenas, enquanto conhecimento metafísico da explicação universal da humanidade, matou também o “Homem” como medidas de todas as coisas, da natureza e do comando da própria história.
Ainda mais, o célebre naturalista nos ensina: o homem, ser humano, homo sapiens, constitui parte integrante da natureza com igual valor e importância, mas de uma forma de outra nos parecemos mais com as outras espécies do que imaginávamos, reconhecendo, a partir desta nova tomada de consciência, o todo do qual fazemos parte.


O processo de modernização dos meios tecnológicos da informação e da comunicação relacionados com sociedade do conhecimento mudou e muito a vida das pessoas e a forma de interatividade entre elas. Quem no passado imaginou viver sem jornal, sem rádio ou sem televisão? Atualmente, o meio midiático da internet cumpre esta nova função de informação de forma imediata, seletiva, reprodutiva e criativa, a exemplo da poderosa ferramenta dos blogs (sites de fácil criação de contéudos e uso popular).

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